“Hablas castellano?” Todos do consultório médico entreolharam-se atônitos procurando uma explicação para a origem daquele senhor de cabelos brancos, aparentando não menos que 70 anos, que mal conseguia equilibrar-se, e ainda tossia brutalmente. Brincava com as palavras, ria de suas gafes, e caçoava os pacientes que apertavam os olhos para alcançar um ângulo maior de visão. Era um tropeço desconexo, um salto de sílabas, gaguejava hablando español, e de repente falou:
“- Ô, dotô to ruim das vistas!”
O velinho pseudo-espanhol era mais feliz que a criança ao meu lado, mais feliz que o milionário ao meu lado, mais feliz do que eu.
2 comentários:
fala, e fala bem.
seja sempre bem-vinda.
sim cat.
eu preciso reaprender o portugês mesmo.
acho que volto pro orion meio do ano.
to convencendo minha mãe ainda.
Postar um comentário